À frente da Orquestra está o maestro Fabio G. Oliveira, que fez mestrado na Yale School of Music, uma das escolas de música mais respeitadas do mundo. É ele quem rege as experiências e quem construiu a ponte entre a linguagem da música e a da gestão.
Para entender por que essa ponte funciona, vale olhar o que um maestro faz de verdade.
A imagem que a maioria das pessoas tem é a de alguém mexendo o braço com a batuta, mas esse é o trabalho visível, e é a menor parte dele.
O que um maestro realmente faz acontece muito antes do concerto: é ler uma partitura e decidir como aquele grupo específico vai soar, é conhecer cada músico bem o bastante para saber quem precisa de espaço e quem precisa ser puxado, é fazer trinta pessoas que ensaiaram separadas tocarem como se fossem uma só.
No fundo, o maestro passa a carreira resolvendo o mesmo problema que tira o sono de quem lidera uma empresa: como transformar um conjunto de talentos individuais num resultado coletivo que ninguém entregaria sozinho.
Foi estudando e praticando isso ao longo dos anos que Fabio percebeu o quanto essas duas linguagens conversam.
Um grupo de instrumentos que atrasa não é diferente de uma área que não acompanha o ritmo do resto da empresa.
Um músico brilhante que toca alto demais e atropela os outros é o mesmo tipo de problema que um profissional excelente que não escuta o time.
Quando o maestro baixa a batuta e o grupo continua no tempo certo, é porque a liderança preparou o terreno para que ele não fosse mais necessário a cada segundo, que é exatamente o que uma boa gestão persegue.
Fabio traz essa leitura para dentro da experiência corporativa e é por isso que a análise dele não fica na metáfora bonita: ele aponta o que está acontecendo na música no momento em que acontece e mostra como aquilo se repete no dia a dia da empresa que está ali.
O resultado é que cada apresentação termina numa conversa clara sobre o que aquela hora de música revelou a respeito das pessoas que estavam na sala: quem conduz, quem escuta, onde o grupo trava e o que muda quando todo mundo passa a tocar a mesma peça.